| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Caprimulgiformes |
| Família: | Caprimulgidae |
| Vigors, 1825 | |
| Espécie: | C. acutipennis |
O bacurau-de-asa-fina é uma ave caprimulgiforme da família caprimulgidae. Também conhecido como a-ku-kú por indígenas do Mato Grosso.
Seu nome científico significa: do (grego) khoreia = dança, dançar com música; e deilë = crepúsculo, fim de tarde, à noite; e do (latim) acutus = pontudo, pontiagudo; e _pennis = pena; acutipennis = com pena pontiaguda. ⇒ Dançarino da noite com penas pontiagudas.
Mede de 19 a 24 cm de comprimento. O macho possui a garganta branca e uma barra branca no final da cauda, enquanto a fêmea apresenta a garganta amarelada e não tem a faixa branca na cauda.
O bacurau-de-asa-fina (Chordeiles acutipennis) é muito parecido com outra espécie do mesmo gênero, o bacurau-norte-americano (Chordeiles minor). Distinguir essas duas espécies pode ser uma tarefa difícil, especialmente com a ave pousada, e em alguns casos a identificação a nível de gênero (Chordeiles sp.) pode ser a opção mais sensata. A melhor característica para diferenciar as duas espécies é a localização da mancha branca nas penas primárias mais externas da asa. No bacurau-de-asa-fina (C. acutipennis) esta mancha localiza-se na metade distal das primárias, ou seja, mais perto da ponta das penas; enquanto no bacurau-norte-americano (C. minor) a mancha branca localiza-se na metade proximal das primárias, ou seja, mais perto da base das penas. A localização desta mancha branca é facilmente visualizada na ave em voo, mas a mancha pode ficar oculta quando a ave está pousada, o que dificulta muito a identificação. Quando a ave está pousada e ainda assim é possível ver a mancha branca, ela fica alinhada mais perto da ponta das terciárias no bacurau-de-asa-fina (C. acutipennis), enquanto no bacurau-norte-americano (C. minor) a mancha fica alinhada mais perto da base das terciárias. Vale salientar que a voz é muito diferente nas duas espécies, sendo também uma ótima característica para distinguí-las.
Algumas outras características também podem ser úteis para distinguir as duas espécies (ver abaixo), mas devem ser usadas com cautela e sempre em combinação com o máximo de características possíveis, pois há considerável variação individual (motivo pelo qual são apresentadas abaixo acompanhadas de “geralmente” e não “sempre”). Para conferir estas e outras informações adicionais, consulte Cleere (2010), Leukering (2016) e van Dort & Komar (2018).
Possui sete subespécies:
(Clements checklist, 2014).
Faz ninho sobre rochas achatadas, pondo 2 ovos rosa-amarelados com pintas cinzentas. Se perturbado, muda o ninho para outro lugar, puxando os ovos e andando de marcha-à-ré. Chega a transportar, em voo, filhotes recém-nascidos, comportamento muito raro entre aves.
Comum em áreas abertas, campos, cerrados e restingas. Voa próximo ao solo, exceto durante migrações, quando voa alto.
Observação pessoal - Henry Miller Alexandre : “Em Ubatuba , o bacurau-de-asa-fina é facilmente encontrado no centro comercial da cidade , onde pode ser visto sobre o telhado das lojas e outras coberturas . Foi um dia de muito sol e calor , mas de repente começou a chover muito forte e os bacuraus saíram de seus poleiros e começaram à voar em um grande bando , para todas as direções “desesperados” para fugir da chuva . Pareciam grandes andorinhas voando em bando em pleno centro da cidade durante a tarde das 15:00 hs. ”
Ocorre em quase todo o Brasil e dos Estados Unidos à Bolívia e Argentina.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies:
Em Alfenas um Bacural-de-asa-fina mora em um galho de um Ipê bem no centro movimentado da cidade . Basta procurar a praça Dr. Emílio da Silveira ao lado de um ponto de taxi que fica na região da antiga rodoviária.